Hoje vamos abordar sobre um tema recorrente na mídia global que é o sionismo. Vamos entender a origem do nome e o que ele representa na História e na geopolítica atual.
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| A bandeira do Estado de Israel , profundamente ligado ao sionismo |
Em primeiro lugar precisamos delimitar o que é isso, basicamente era um movimento cujo objetivo era levar os judeus do mundo inteiro de volta à Terra Prometida ou à Terra Santa onde poderiam viver em paz. Sionismo vem do termo Monte Sião, uma das colinas localizadas em Israel que virou sinônimo de Terra Santa por consequência. O movimento em si foi criado por um jornalista judeu de origem húngara chamado Theodor Hertz que via com preocupação o avanço do antissemitismo na Europa no final do século XIX.
Importante pontuar que o sionismo surge em um contexto histórico de perseguição contra os judeus europeus sobretudo na Rússia e Europa Oriental onde aconteciam os chamados pogroms.. Esses eram ataques organizados contra pessoas judias tanto físico quanto moralmente incriminando os judeus de qualquer mal que acontecia na época o mesmo que acontecerá décadas mais tarde com a perseguição promovida por Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Eles foram justificados por um livro conhecido como O Protocolo dos Sábios de Sião que colocava os judeus no centro de uma conspiração que pretendia conquistar o mundo.
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| Imagem do Holocausto durante a Guerra em 1943 |
Esses pogroms são conhecidos desde a Idade Média na Europa cujo contexto colocava os judeus na clandestinidade acusando-os de agiotagem(a usura), pacto com o Diabo em Libelos de Sangue e as lendas de envenenamento dos poços de água para matar cristãos. Todas surgidas no período medieval onde houve grande perseguição e antissemitismo.
E o sionismo também tinha um caráter político em suas ideias já que ele aparece no livro O Estado Judeu de 1896 do referido autor acima. Os judeus do mundo se uniriam em um lar na Terra Santa em torno de um Estado, um governo politicamente organizado e alinhado com a religião judaica.
Política e Religião
O projeto político do sionismo vai ficar adormecido por algumas décadas até entrarmos na Primeira Guerra Mundial quando os primeiros movimentos a favor da criação de um Estado Judeu fossem realizados em 1917 por Arthur Balfour, ministro do Império Britânico, que autorizava a sua criação onde hoje é a Palestina. Até 1918 o local era dominado pelo Império Turco-Otomano, muçulmano, que sai em frangalhos com a derrota na guerra contra os britânicos e franceses. Esses ocupam a região e firmam um acordo o Sykes-Picot e por fim é implantado o Mandato Britânico da Palestina que dura até 1948.
Mas onde ficam os judeus?
É na Segunda Guerra Mundial e a tragédia do Holocausto-o assassinato de 6 milhões de judeus pelos alemães e seus aliados- que o problema do antissemitismo e do genocídio promovido por eles se tornam o gatilho definitivo para a criação do Estado Judeu. Os britânicos se retiram da Palestina e em 1947 é aprovada em Assembleia-Geral das Nações Unidas a criação de um Estado Judeu inclusive com o apoio das duas superpotências EUA e União Soviética. No ano seguinte ,1948, Israel declara sua independência formando o seu Estado. As nações árabes da região imediatamente reagem contra o estabelecimento de judeus iniciando as guerras que vão marcar desde então a Palestina.
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| Assinatura da Independência do Estado de Israel em 1948 por Ben Gurion,marco do início das hostilidades entre árabes e judeus |
Árabes x judeus
Os árabes que viviam na região da Palestina, com a chegada dos judeus a partir de 1948, não serão consultados sobre o estabelecimento do povo judeu em sua região que já ocupavam há séculos. Nesse ponto é interessante pontuar que os árabes eram maioria na região que verá o judeu recém-chegado como uma espécie de invasor ou colonizador apoiado pelas grandes potências, a raiz do problema. Os países árabes vão se unir para tentar expulsá-los em sucessivas guerras que vão acontecer de tempos em tempos como em 1967 e 1973.
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| O ex-líder israelense Ariel Sharon, promoveu sucessivas operações contra territórios palestinos no século XXI para conter ataques terroristas em Israel |
Então os árabes da Palestina, de maioria muçulmana, veem com muito maus-olhos os judeus que para lá foram a partir de 1948 já que muitos daqueles seriam expulsos para os países vizinhos como Síria, Líbano, Egito e Jordânia. Esses passaram a ver os judeus de Israel como colonizadores do mesmo modo que ainda acontecia na África e Ásia. E as sucessivas vitórias nas guerras contra os árabes só reforçaram o ódio contra o Estado Judeu na região.
👍 Recentemente foi publicado no blog um artigo explicando e aprofundando um pouco mais o conflito árabe x israelense e suas contradições, clique aqui para ler.
Em resumo, o movimento sionista foi criado com o objetivo de se defender dos ataques promovidos contra judeus recuperando um certo nacionalismo ideológico. Eles acreditavam que a criação de um Estado, um governo judeu ajudaria a protegê-los e uni-los em uma época onde eram perseguidos. Eles escolhem a Palestina por questões bíblicas e históricas e com o assassinato em massa durante a Segunda Guerra conquistam apoio para se estabelecerem nessa área. Por outro lado vão enfrentar feroz resistência dos povos árabes que viviam na região por séculos que tinham formado laços culturais com ela.
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| Protesto palestino na Faixa de Gaza em 2018 contra o Estado de Israel |
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